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07/11/2017 às 10:46:22

Custo mensal do Ruth Cardoso poderá chegar a R$ 5 mi mês em dezembro

Segundo gestora da Saúde, alternativa será repassar administração para Organização Social

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A gestão pública hospitalar no país enfrenta grave crise. Em Balneário Camboriú, pela segunda vez, o município abre as portas de sua administração para as Organizações Sociais, que obteriam a outorga para gerir os recursos e determinar as ações internas com o dinheiro público, no Hospital Municipal Ruth Cardoso. O executivo repassa para o serviço da unidade hospitalar, o valor de R$ 4,2 milhões ao mês. A previsão para dezembro é de acréscimo, e a destinação de recursos chegaria a R$ 5 milhões mês.

Uma das justificativas para transferir a responsabilidade administrativa do Ruth à iniciativa privada, é de que os processos de compra e manutenção de produtos e equipamentos é moroso, devido a burocracia nos trâmites licitatórios. Mesmo com uma Organização Social na gerência, o custo fixo mensal, para o município, não reduziria de R$ 4 milhões.

“Nós vamos conseguir comprar e fazer o serviço com valores inferiores. Nesta semana estamos terminando a qualificação das 24 empresas que estão concorrendo. Vamos divulgar quais foram qualificadas como Organização Social, e posteriormente vamos definir, com o prefeito Fabrício de Oliveira, qual a empresa será escolhida”, explica Andressa Hadad, secretária de saúde interina, de Balneário Camboriú.

Nesta segunda-feira o Secretário de Saúde do estado, deputado licenciado Vicente Caropreso, visitou a unidade para conhecer as instalações. Mas a visita de “médico” não surtiu nenhum efeito na cansada esperança do município em receber recursos estaduais. “Já estavam programados investimentos dentro do programa Fundam 2, e também de uma verba do Ministério da Saúde, para injetar em alguns hospitais da rede contratualizada do estado. Hoje tivemos conhecimentos de situações preocupantes, outras nem tanto.”, citou Caropreso.

O secretário afirmou durante entrevista que auxiliará o Ruth Cardoso no envio de um aparelho de tomografia, porém não estipulou data para entrega efetiva. A solidariedade do estado não chegou ao hospital em Balneário Camboriú, pois na análise bruta da administração estadual, a cidade é autossuficiente em recursos para manutenção e investimentos.

Na contrapartida ao plano emergencial do executivo, membros do Conselho Municipal de Saúde anseiam tomar medidas e pedir explicações do porquê da manutenção de valores fixos mensais no custeio, e de que maneira uma Organização Social iria gerir possíveis recursos provenientes do governo estadual e federal. 

 

Confira a entrevista no programa Bote a Boca no Trombone (07.11) com a Secretária Interina de Saúde de Balneário Camboriú, Andressa Haddad, sobre o assunto AQUI: https://www.youtube.com/watch?v=CZ0GywKdLV8

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